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Uma mulher dinâmica

Considerada uma das mais belas e competentes apresentadoras do telejornalismo brasileiro, Renata Maranhão fala sobre sua vida profissional e da paixão pelo mergulho


Era uma manhã ensolarada quando ela chega à movimentada Alameda Araguaia, em Alphaville. Acompanhada de seu assessor, Renata vem sorridente e falante, escondendo com o Ray-Ban os olhos um pouco cansados pela apresentação anterior do programa Leitura Dinâmica, exibido diariamente pela Rede TV!.
Sim, a apresentadora do telejornal mais moderno da TV brasileira é ligada em 220v, e leva a rotina puxada de apresentadora, jornalista e professora de locução com bom humor.
A sua experiência como modelo e o fato de curtir moda fazem com que fique à vontade para escolher os figurinos…  Experimenta os looks da produção um a um (e se apaixona por vários),  conversa com todos os membros da equipe de beleza do pomposo salão Jacques Janine – e eles retribuem a simpatia a deixando ainda ainda mais deslumbrante –  e a entrevista começa. Na pauta, os obstáculos e alegrias da profissão, a odisséia de conciliar a vida de dona de casa (sorry, ela é casada – e com um jornalista) e a recente viagem para a África do Sul, um sonho antigo.

O Leitura Dinâmica trouxe um novo conceito de jornalismo. A que fatores você atribui a grande receptividade?
Acredito que o sucesso do jornal é creditado à forma de dar a notícia de maneira rápida e resumida, porém, completa. A variedade de assuntos e uma certa coloquialidade também contribuem, por conta do horário. Ninguém quer assistir a um jornal pesado e maçante tarde da noite.


Já foi cogitada a ideia de mudá-lo de horário ou está enquadrado no perfil do telespectador?
Pois é, criaram o Leitura Dinâmica 1ª Edição, que passa às 8h30 da manhã.

Antes do LD, você apresentou com o Vannucci o TV Esporte Notícia. Como é sua relação com os esportes? Pratica algum? Torce para que time?
No TV Esporte Notícia, Fernando Vannucci apresentava as notícias do esporte e eu, o Hard News. Muita gente, no entanto, achava que era um jornal apenas de esporte, por conta do nome. Sou corintiana de nascença e gosto de mergulhar, esquiar e jogar squash (apesar de precisar praticá-los com mais frequência).

Antes de se tornar jornalista, você estrelou muitas campanhas publicitárias e trabalhou em diversos países como modelo. Já pretendia ser jornalista ou a vontade veio posteriormente?
Já pretendia ser jornalista. Quem me acompanhou nesta época sabe que faço justamente o que planejei fazer, e ficam felizes por mim.

Você sofreu algum tipo de preconceito pelo fato de ser uma mulher bonita e ter sido modelo?
Chamo de preconceito invertido, pois não é por conta da cor ou raça. Mas isso já faz parte de um passado distante.

Pergunta de praxe: qual foi a notícia mais difícil de transmitir? E a que mais gostou?
Quando o avião da TAM caiu perto do aeroporto de Congonhas, em 2007, dávamos a notícia ao mesmo tempo em que se apurava os fatos. Teve uma entrada de um correspondente ao vivo, que é atípico no programa, e enquanto ele buscava informações com alguém, ele mesmo interrompeu a entrevista dizendo que havia chegado um veículo carregando cem caixões. Sobre “a que mais gostei”, houve muitas, mas poderia citar o Rio sediar as Olímpiadas.

Além de apresentar o LD, você colabora com revistas e ainda leciona. Como faz pra conciliar tudo e onde mais gosta de atuar?
Pois é, procuro me diversificar, adoro tudo o que faço, mas onde gosto de estar mesmo é no estúdio. Porém, acho que não me sentiria completa se não escrevesse também. Dizem que antes de morrer temos que ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, certo? Pois tudo isso está nos meus planos.

Algum apresentador de telejornal te inspirou? Qual seu âncora preferido?

Na época em que ainda estudava, me espelhava na Ana Paula Padrão. Gosto da maneira natural como dá as notícias na bancada e admiro suas reportagens. Nos textos, adoro a Danuza Leão.

Já recebeu propostas de outras emissoras? Tem vontade de apresentar programa diferente, como variedades?
É delicado falar desse assunto. Sobre programa diferente, adoraria poder agregar. Amo o Leitura Dinâmica e por que não, somar? Quem sabe apresentar mais um programa, de variedades, sem futilidades? Seria o máximo!

RÁPIDAS

NOME COMPLETO: Renata Maranhão

INDISPENSÁVEL NO NÉCESSAIRE: protetor labial que trouxe da África do Sul da marca CapeUnion. No Brasil, Epidrat ou L’Occitane. Todos com fator de proteção solar.

INDISPENSÁVEL NA VIDA: coerência e caráter

MOMENTO PRA RECORDAR: presenciei um momento histórico:  Hong Kong estava sob o domínio da Inglaterra desde 1842 . Em 1997 eu estava lá quando Inglaterra devolveu Hong Kong à China, ou à República Popular da China. Um momento de festividade e dúvidas para o país.

UMA MÚSICA: Cheek to Cheek – Fred Astaire

UM FILME: Diário de Uma Paixão

SONHO REALIZADO: um safári na África.

A REALIZAR: ter um filho

UM LUXO: amigos pra toda vida

UM LIXO: falsidade

NA CABECEIRA: máscara para dormir (tapar os olhos) de pelúcia ou almofadado com seda

PENSAMENTO DE VIDA: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido”

* Entrevista publicada na revista Alpha Magazine, ed 128. A reportagem da viagem à África do Sul foi publicado em uma matéria escrita pela apresentadora na mesma edição.

Fotos: Guilber Hidaka


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Entrevista

As muitas faces de Mateus Solano

Dedicado e talentoso, o ator vê seu trabalho reconhecido e  sua carreira decolar

Todos querem fugir do rótulo de galã, mas o ator que vem interpretando os gêmeos Jorge e Miguel da novela Viver a Vida, não. Ele até “aceita” o título, mas despreocupado, concentrado em fazer um bom trabalho… Ponto pra ele, que além de lindo, é competente e fim de papo – e, por essa razão, vem arrastando uma legião de fãs não só por sua atuação no folhetim, mas também por sua postura fora das câmeras.
Filho de um diplomata e de uma psicóloga, é dedicado. Grava dobrado (e brinca sobre o fato do salário não ser), tem a maior boa vontade de conversar com os seus fãs sobre os rumos de seus personagens e faz parte daquele grupo de atores que não se deslumbram com o sucesso.
No auge de seus quase 1,90m de altura, Mateus Solano tem os pés fincados no chão e, da mesma forma que fala sua profissão, não faz charminho para esconder sua vida pessoal. Declara sem medo seu amor e sua fidelidade à namorada, a atriz Paula Braun, deixa claro que não é um personagem – que empresta tanto ao Miguel quanto ao Jorge -, e confessa que depois da novela pretende voltar aos palcos do teatro e a fazer cinema, mas que antes, como todo mero mortal, pretende descansar um pouquinho com a promessa de recarregar as baterias e voltar com força total… Quem ousaria duvidar ?

Como surgiu o convite para fazer gêmeos? Na hora, pintou receio?
Na época que estava gravando a minissérie Maysa. Fui convidado para fazer a novela pelo Jayme (Monjardim) e pelo Maneco, mas só dois meses antes de começar as gravações é que eu soube que se tratava de gêmeos. Aceitei de imediato, exatamente por ser um grande desafio. No início fiquei bem nervoso, mas depois que comecei a trabalhar fui ficando mais tranquilo e confiante.

E a inspiração? Como fez para compor os personagens?
Fiz uma preparação com a Patrícia Carvalho, (preparadora de elenco), tentando entender e separar as diferenças entre os dois personagens. Tive também que fazer alguns ensaios técnicos de marcação e câmera para criar as cenas nas quais os gêmeos contracenam.  No início, a diferença entre eles tinha que ser bem definida, mas sem cair em clichês ou exageros. Me policio o tempo todo, mas a preparação criou bases para que isso acontecesse. Me dá muito prazer quando ouço alguém perguntar se são dois atores. Suspiro aliviado e penso: “Estou fazendo bem meu trabalho!” (risos).

Há uma curiosidade muito grande em entender a dinâmica. Como funciona?
São usadas técnicas de filmagem e também um dublê. Para contracenar “comigo mesmo”, conto com a participação fundamental do ator Gabriel Delfino. Como já disse, a contracena é fundamental e eu preciso de um ator de verdade para que pareça que estou realmente falando comigo mesmo. Faço a cena como Jorge e Gabriel de Miguel – aparecendo quase sempre de costas. Depois, repetimos a cena ao contrário. Nesse caso, a câmera utiliza uma tecnologia “wip”, que divide a tela em dois. A primeira cena gravada só vale do lado esquerdo (quando estou de Jorge) e a segunda só vale do lado direito (quando contraceno como Miguel). Após isso, o Gabriel é apagado sempre do outro lado. Para fazer as brigas, a tecnologia é bem mais complicada e envolve uma noção de espaço e tempo muito precisa para funcionar. Cenas como a briga entre os dois podem levar uma tarde inteira. Mas o Gabriel só trabalha quando os dois interagem.

Isso deve tomar bastante tempo…Como faz para conciliar as gravações e sua vida pessoal?
Gravo praticamente todos os dias de segunda a sábado, o dia todo. Minha vida atualmente é Projac-casa-Projac. Tento reservar o domingo para a mulher, família e amigos.

Esse boom todo de sucesso mudou sua rotina? Tem sido muito assediado?
Minha rotina mudou devido as gravações da novela. As pessoas que me param para pedir autógrafos ou tirar fotos são sempre muito gentis e educadas. Todos falam do trabalho e adoro trocar informações com quem assiste a novela.

E a personalidade de ambos…O que o Mateus tem do Jorge e o que o Mateus tem do Miguel?
Claro que tem um pouco de Mateus Solano em cada um deles, mas não me pareço especificamente com nenhum. Os personagens são possibilidades de um ator, mas não têm a ver com sua personalidade fora do trabalho. Acho que eles são personagens sociais. Jorge representa nossa vontade de fazer tudo como manda a cartilha: casar, ter filhos, estabilidade financeira e morrer feliz. Já o Miguel representa nossa vontade de quebrar barreiras sociais, poder viver a vida mais intensamente sem tantas amarras, compromissos, responsabilidades.

Tem predileção por um deles?
Não, de forma alguma. Se tem alguém que não pode ter preferências sou eu! (risos). Defendo cada um com unhas e dentes. As pessoas gostam mais do Miguel e condenam atitudes do Jorge, mas acho que não se colocam no lugar dele: um cara fechado, sem jogo de cintura emocional, que é comparado desde pequeno ao irmão engraçado e descolado, e que agora está interessado em sua mulher… Acho os personagens de Manoel Carlos extremamente humanos.

Se fosse a Luciana, ficaria com quem?
Acho que o Miguel é melhor para a Luciana, para sua autoestima e, consequentemente, para sua reabilitação. Seu amor não vê defeitos ou limitações nela. Já o Jorge tem como referência a Luciana de antes do acidente, e não consegue mudar isso.

Em um programa dominical você fez uma declaração à sua namorada. É romântico? Acredita no amor, em ser fiel, no casamento?
Sou romântico e acredito no amor que estou vivendo. Acredito num acordo do casal. No meu acordo, a fidelidade é fundamental.

Você fez muitas peças e gravou seu primeiro longa. Pretende retomar o teatro e fazer mais filmes?
Sim, com certeza! Espero retornar aos palcos, onde me sinto em casa, e, claro, voltar a fazer cinema.

É cinéfilo? Por quem gostaria de ser dirigido, e se fosse diretor, quem gostaria de dirigir?
Gosto demais de cinema! Sou um ator que gosta de fazer de tudo e passar por experiências múltiplas. Adoraria trabalhar com Almodóvar, mas também com Spielberg! Se fosse diretor gostaria de poder escolher atores que admiro , mas nem citarei nomes porque são muitos! (risos).

Ser rotulado como galã te incomoda?
Um rótulo é algo que te limita, te coloca num só lugar. E acho que a profissão do ator é uma das mais plurais que possa existir. Sou ator e, nesse momento, interpreto dois galãs completamente diferentes. É isso o que mais me atrai na minha profissão, a possibilidade de poder viver vários personagens. E tem sido muito bom trabalhar os dois e aprender diariamente com eles.

Quando percebeu que seria ator? E se não interpretasse, que profissão gostaria de ter?

Desde pequeno minha mãe me levava ao teatro e eu gostava muito de ir. Creio que começou daí o meu interesse. Lembro de pedir pra assistir “O Gato de Botas”, no Tablado, mais de quatro vezes, em 1987. Eu tinha uns seis anos de idade. Minha primeira grande realização acho que foi estrear como ator naquele palco, 14 anos depois. Nunca pensei em ser outra coisa…

E em 2010, onde o Mateus pretende estar? Fazendo o quê?
Pretendo finalizar a novela com a mesma força e vontade do início. Depois, quero viajar e descansar, repor as energias para um novo trabalho.

RÁPIDAS

NOME COMPLETO: Mateus Solano Schenker Carneiro da Cunha
UM PRATO e/ou restaurante:  qualquer uma que tenha pimenta
Indispensável na vida: a morte
momento para Recordar: minha primeira estréia, em 16/12/1996
LUGAR NO MUNDO: minha casa
UMA MÚSICA: Grace Kelly, do Mika
FILME: Dogville, de Lars Von Trier
SONHO REALIZADO: sobreviver da minha arte
A REALIZAR: continuar sobrevivendo dela…
UM LUXO: viver no Brasil!
UM LIXO: o jeito com que cuidamos do planeta
Na cabeceira: o capítulo seguinte e o roteiro de gravação
UMA FRASE : “Talvez criar não seja nada mais que lembrar-se profundamente” (Rainer Maria Rilke)

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Entrevista – Dira Paes

A dona de 2009

Dira Paes despede-se do ano mais plena e feliz que nunca

Ela não valia nada, mas nós gostamos dela… Brincadeiras à parte com a trilha sonora, que atire a primeira pedra quem nunca parou na frente da tevê para acompanhar a saga do furacão chamado Norminha, interpretada – com maestria, diga-se de passagem – por Dira Paes, em Caminho das Índias.

Maior destaque do ano, a atriz nascida em Abaetetuba, no Pará, mal se despediu da personagem mais comentada no ano, e já foi engatando um filme atrás do outro, encerrando 2009 como ela gosta: repleta de atuações em que acreditou do começo ao fim. Dira é só alegria. E nós, que vínhamos esperançosos em busca de uma entrevista exclusiva com ela também. Simpatia em pessoa, falou sobre o festival de cinema que conduz, autoestima, maternidade e mostrou que apesar de formada em Física, nasceu mesmo é para brilhar como atriz.

Impossível começar a entrevista sem mencionar a Norminha, que virou mania nacional. Tinha ideia do impacto que ela causaria?

A Norminha foi uma grande surpresa. Numa primeira leitura achei que o público fosse ficar contra ela. Mas graças à sua altivez e espontaneidade ela acabou cativando as pessoas.

Inclusive, você a defendeu com unhas e dentes até o fim. Algo dela ficou

em você? Que característica da personagem você acha que as mulheres hoje em dia deveriam ter?

Ficou, sim. Aprendi a andar de salto 15 em ruas de paralelepípedo com charme (risos). Mas o que deve ficar em todos é a autoestima que ela sempre teve do início ao fim porque se a gente não gostar da gente, quem é que vai gostar?

E o pessoal mais conservador? Chegou a receber alguma crítica?

Se houve críticas, não tiveram coragem de manifestá-las pra mim! (risos)

Outra dúvida que muita gente gostaria de perguntar: O que você fez para ficar tão bonita e reluzente no papel? Teve alguma inspiração para criar a personagem?

Me inspirei na Dama do Lotação (protagonizada por Sonia Braga) e na Catherine Deneuve da Belle de Jour que são personagens charmosas e enigmáticas. Já eu, estava num momento lindo e feliz, com Inácio (filho da atriz) com sete meses. Acho que a maternidade me fez renascer.

Acabei presenciando online a tristeza do editor da revista Playboy quando ele postou a seguinte frase: “Café com dona Norminha. Ela não aceitou. Mas Dira Paes ficou seduzida. Aguardem 2010!”. E aí? Os fãs podem aguardar mesmo?

Xiiiiiiii… 2010 ainda nem chegou! (risos)

Você participou recentemente de três produções no cinema, incluindo seu primeiro curta. Dá para adiantar algo sobre Sudoeste, Matinta e Antes da Noite?

Matinta foi o primeiro curta que trabalhei como atriz. A minha maior felicidade no filme foi trabalhar numa produção em que tanto elenco quanto equipe era formada por paraenses. Já o Sudoeste foi uma honra por poder trabalhar com pessoas tão apaixonadas por cinema. E Antes da Noite foi maravilhoso por poder representar uma classe de mulheres heroínas e guerreiras do século 21.

Por ser dona de vasto currículo e idealizadora de um dos maiores festivais de cinema do país, como você enxerga a sétima arte no Brasil hoje?

O Festival de Belém do Cinema Brasileiro não é exatamente um dos maiores festivais de cinema do país, mas um Festival diferenciado pois acontece num circuito Itinerante durante o ano inteiro. O Circuito leva o cinema até o povo, fazemos sessões em cidades ribeirinhas, praças, hospitais, escolas, presídios, etc. Pra isso montamos uma verdadeira sessão de cinema, com tela, cadeiras, toldo e até pipoqueiro. Me sinto muito feliz com o cinema brasileiro pois ele festeja as diferenças e diversidades do nosso povo, garantindo a origem dos cineastas. Acho que sempre tivemos momentos de glória, desde os anos 50. Mas só agora que o público entendeu que o nosso cinema é internacional também e tem todos os estilos: drama, comédia, romance…

Aproveitando o gancho, inclusive, você começou fazendo uma filme americano. Tem vontade de repetir a dose? Sonha de fazer um blockbuster?

Não sonho com filmes, sonho com bons personagens.

Você brilhou em 2009. Se fosse para resumir o ano em uma simples palavra, qual seria?

Disponibilidade. Você tem que estar disponível para que as coisas aconteçam.

NOME COMPLETO: Ecleidira Maria Fonseca Paes ou Dira Paes

UM PRATO E/OU RESTAURANTE:Filé de filhote grelhado com arroz de aviú,

jambú refogado e farofa paraense.

ITEM INDISPENSÁVEL NA NÉCESSAIRE: hidratante

MAIOR ALEGRIA: eu, meu filho e meu marido juntos em qualquer lugar.

UMA TRISTEZA: criança na rua

UM LUGAR NO MUNDO: como boa canceriana, a minha casa.

UMA MÚSICA: Eu sei que vou te amar

UM FILME: ah, não faz isso comigo! (risos).Tem tantos maravilhosos…

UMA QUALIDADE: dignidade, honestidade

UM DEFEITO: impaciência

SONHO REALIZADO: ser mãe

SONHO A REALIZAR: o personagem da minha vida que ainda está por vir

UM HOMEM BONITO: pra ganhar do Inácio, ta difícil! (risos)

ATOR: Fernando Eiras

ATRIZ: Andréa Beltrão

UM LUXO: Tirar férias em uma praia paradisíaca do Brasil

UM LIXO: A escória de usurpadores do Brasil

SUCESSO É: estar bem consigo mesmo

UMA FRASE: “Não queira para ninguém o que você não quer para você.”

* entrevista publicada na revista Alpha Magazine, edição 123.

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Entrevista – Carol Magalhães

Fera indomável

Carol Magalhães  apresenta, atua e, cheia de disposição, ainda encara o desafio de mostrar o melhor do ecoturismo no Brasil

fotos para copiar

De figura cativa nas colunas sociais à atriz e apresentadora, passando pelas duas principais emissoras do Brasil, a menina que cresceu em uma família tradicional da Bahia sempre soube que trabalharia na TV.
Determinada, ela foi à luta sem querer se valer do sobrenome famoso. Beneficiada pela educação esmerada e muito ligada à moda, Carol foi trabalhar na Daslu, virou modelo e foi dando um passo de cada vez, até que recebeu o convite para apresentar o “Jovens Tardes”, na A19 cópiaRede Globo. Posteriormente, atuou na novela “Cobras e Lagartos” da emissora carioca e deu segmento à carreira de atriz em “Os Mutantes – Caminhos do Coração”, já na Rede Record.
Lá, chamou a atenção pelo talento e carisma, sendo cogitada para fazer a versão do reality “Simple Life”, que tem previsão de ir ao ar em 2010.   Mas como tudo na vida da bela é movimentado, um outro convite surgiu: apresentar o “Na trilha dos Aventureiros com Carol Magalhães”, quadro de ecoturismo, exibido no programa “Hoje em Dia”. Ela abraçou o projeto e conta em primeira mão como está sendo essa aventura de mostrar não só o que o país tem de mais bonito, mas também o que é que a baiana tem…

Como está sendo fazer o quadro no “Hoje em Dia”?
Está sendo ótimo! Tenho tido experiências únicas, que nunca imaginei.

Já nos primeiros episódios você precisou encarar um treinamento de exército. Como foi essa experiência?
Foi impressionante, sem exageros. Não sabia da existência do CIGS (Curso de Instrução de Guerra na Selva) e fiquei paralizada com tudo o que vi lá, com as provas que tive que enfrentar, como o curso é serio (e por isso é considerado o melhor do mundo). Foi uma superação profissional e pessoal para mim.

Na ocasião você precisou lidar com animais selvagens. Muito medo?
Tive muito medo, sim. Mas acho que o pior foi dormir na selva sozinha à noite. Não pisquei os olhos, fiquei acordada o tempo todo (risos).

Você já tinha um convívio com a natureza ou era mais “bicho de cidade”?
Sempre gostei muito da natureza, mas com essa experiência foi a primeira vez que cheguei mais perto dela. Um dos momentos que senti isso mais de perto foi quando consegui abraçar um boto cor-de-rosa no meio do Rio Negro. Fiquei muito emocionada. Foi algo único!

Mudando um pouco de assunto…Você é mãe. Gravar fora de São Paulo está sendo muito complicado?
É complicado, sim. Qualquer mãe fica com o coração apertado de deixar “a cria” para ir ao trabalho. Mas, pra mim, o mais importante não é a quantidade de tempo que você fica com seu filho, e sim a qualidade.

E depois da gravidez…Como fez para recuperar a forma física?
Eu fiz muita ginástica e os meus 21 aninhos na época me ajudaram também! (risos).
Aliás, sua beleza chama a atenção. Inclusive, você já fez um ensaio no “Mulheres que Amamos” da Playboy. Posar nua está nos seus planos? Já recebeu alguma proposta?
Já recebi sim e não vejo problema algum em posar nua. Isso vai da escolha de cada um…

E a carreira de atriz? Pretende seguir ou se dedicar a ser apresentadora?
Apresentando sou eu mesma, não tem papel… E a partir do momento que o público vai gostando, você vai se empolgando, pois no fundo, estão gostando de fato de você e não de uma personagem. Respondendo à sua pergunta, pretendo me dedicar às duas coisas, que gosto igualmente.

Bastante ligada à moda, você já trabalhou na Daslu e inclusive, foi modelo. Algum estilista preferido?
Tenho admiração por muitos, mas meu preferido é o Reinaldo Lourenço.

E sendo baiana, como é viver longe da praia, da tranquilidade? Aliás, uma curiosidade: o que faz para manter essa cor linda?
Como vivo entre Rio e São Paulo não é tão difícil porque quando estou no Rio aproveito para ir à praia e colocar o bronze em dia. Amo Sol! (risos).

O que mais gosta em São Paulo? O que costuma fazer nas horas vagas por aqui?
Adoro ir às livrarias. Fico hoooooras olhando livros, CDs e DVDs.

Alguma livraria que você indica?
Sempre vou na Fnac – ela é completa, além de livros, tem CDs e DVDs bem bacanas.

Qual seu livro preferido?
Bom, gosto de muitos, mas acabei de comprar “O Processo” de Franz Kafka

E sua última aquisição em CD/DVD?
Comprei um box do Charles Chaplin.

A26 cópia

NOME COMPLETO: Carolina Pimentel de Magalhães
UM PRATO: Bobó de camarão
indispensável na nécessaire: rímel da Lâncome
Time de coração: São Paulo FC
MAIOR ALEGRIA: nascimento do meu filho
UMA Tristeza: crianças passando fome
UM LUGAR NO MUNDO: a Bahia!
UMA MÚSICA: “Loves In The Air”
UM FILME: “Na Natureza Selvagem”
UMA QUALIDADE: sinceridade
UM DEFEITO: falar rápido demais

SONHO REALIZADO: cconseguir ser  independente
SONHO A REALIZAR: encontrar um grande amor
UM Homem BONITO: meu pai
Um ATOR: Selton Mello
UMA ATRIZ: Fernanda Torres
UM luxo: camiseta Hering branca
UM LIxO: excesso de acessórios
Sucesso é: pular da cama, dormir à noite, e no meio tempo, fazer o que gosto!
UMA FRASE DE VIDA: “Vale a pena viver – nem que seja pra dizer que não vale a pena”
(Mario Quintana)

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SERGIO MARONE – As Caras & Bocas de um vilão irresistível

A janela indiscreta

Em entrevista exclusiva, o ator revela seus segredos e deixa você dar uma espiadinha

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Ligado nos 220W, ele não para. Corre para atender a atribulada agenda de compromissos, que inclui gravações, desfiles, eventos, está sempre interagindo com seus fãs no twitter, descolando um projeto aqui, outro ali, e com 1,93 m de pura disposição, ainda arruma tempo para ser baladeiro e dar o ar da graça nas festas mais hypes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No auge de seus 28 anos, o ator tem ainda o mesmo pique mental. Longe do estereótipo do galã que não tem opinião, defende causas ambientais, se manifesta (e como!) quando o assunto é política e abre um sorrisão ao sair para gravar e segurar o rojão de interpretar Nicholas na novela “Caras e Bocas”, um vilão irresistível, que depois de aprontar todas, anda comendo o pão que o Diabo amassou.

E se por um lado Nick vive a dura tarefa de se redimir no folhetim, São Marone nos redime por aqui, abrindo o jogo sobre sua vida, seus amores, seus segredos… Pegue a cadeirinha, o binóculo e espie de camarote…

Você já declarou que curte fazer vilões. Como está sendo interpretar o Nicholas?

Muito bom! É um personagem muito difícil e, sem dúvida, meu maior IMG_8114 - Final CMYK_fotoRobertSchwenck cópiadesafio até hoje. Fora que também é uma delícia fazer mais uma novela de sucesso e poder conviver com pessoas tão divertidas, engraçadas e cultas, como o Ary Fontoura, a Deborah Evelyn, a Maria Zilda… Sem contar o próprio Walcyr, que é um autor superacessível.

Como está sendo o feedback do público?

O melhor possível! As pessoas amam e odeiam o Nick. Desde o começo, queria humanizá-lo pra despertar essa ambiguidade nas pessoas e conseguimos. Elas se divertem e torcem por ele, mesmo depois de tudo que ele aprontou (risos).

Você disse também que seu personagem sofreria de “Síndrome de narcisismo maligno”. Como você lida com a sua vaidade?

Vaidosos todos nós somos. Alguns em um nível extremo que chega a ser um distúrbio mental, como o Nick, que precisa ficar se autoafirmando o tempo inteiro. A minha vaidade está no trabalho, em estudar bem o meu texto e ser reconhecido pelo meu trabalho. Acho chato qualquer pessoa muito vaidosa porque tudo gira em torno dela. Quando se olha muito para o próprio umbigo pode ser perigoso.

Já namorou com beldades como Alinne Moraes e mulheres maduras como a Maitê Proença. O que te seduz e o que te entedia numa mulher?

Beleza, bom humor, inteligência e feminilidade me seduzem muito. Me entediam mulheres que falam, riem alto demais ou que não tem assunto.

Acredita em amor para toda a vida?

Acredito que o amor se transforma e aí sim pode durar a vida toda, mas não com a mesma intensidade e desejo.

Mudando de assunto, há pouco tempo, você encabeçou um movimento de protesto no twitter contra os senadores. Como é sua relação com a política?

Quando jovem, achava política algo muito chato. Hoje eu sei que a vida

tem muitas coisas chatas com as quais temos que conviver, e política é

uma delas. Até porque são vereadores e senadores que normatizam e organizam coisas diretamente relacionadas ao nosso cotidiano e que interferem na nossa qualidade de vida, como coleta de lixo, distribuição de água e transportes coletivos. Acho o brasileiro muito acomodado. Não lutamos pelos nossos direitos. Entendo que a democracia aqui ainda é muito jovem, tem mais ou menos 30 anos, mas já é hora de irmos às ruas até conseguir derrubar o “Saynão” do Senado. Exigir reformas políticas e medidas que proíbam os políticos com fichas sujas de se candidatarem, e muito menos se elegerem. Como é que pode Collor, Sarney, Maluf, Renan, Garotinho e tantos outros estarem atuantes ainda hoje? Isso é um absurdo…

Tem um candidato em mente para a presidência?

Ainda quero avaliar melhor as propostas de cada um. Só acho que do jeito que está não dá pra ficar!

E a vida profissional? Planos durante ou depois da novela?

Tenho dois filmes que estão pra acontecer durante a novela. Um curta

que será rodado em Manaus e fala da crise climática mundial e o homem no meio disso tudo, além de um longa que estamos em negociações de datas com a Globo. Vamos ver…

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Nome completo: Sergio Passarella Marone

Local de nascimento: São Paulo

Signo: aquário

Prato e/ou restaurante: Restaurante Nam Thai

Não vivo sem: Arte

Time de coração: São Paulo FC

Maior alegria: trabalhar e viver a vida.

Uma saudade: de não ter responsabilidades e poder apenas viver a vida

Um lugar no mundo: O mundo todo

Uma música: “Dream a little dream of me”, da Ella Fitzgerald

Um filme: Dogville

Um ator: Marlon Brando

Uma atriz: Merryl Streep

Um diretor: Fernando Meirelles

Um defeito: teimosia

Uma qualidade: Generosidade

Sonho realizado: comprar um apartamento na zona sul com espaço para pendurar um saco de boxe, colocar um tatame para fazer ioga e alongamento, além de ter uma hortinha orgânica

Sonho a realizar: fazer arte até os meus últimos dias

Uma mulher bonita: Natalie Portman

Um livro de cabeceira: “O Aprendiz da Liberdade” do psicanalista

evolucionista Francisco Daudt.

Uma frase: “Tudo está interligado, os rios, mares, plantas animais e o homem…Todos pertencemos a mesma família e tudo o que acontecer com a Terra, acontecerá com os filhos da Terra”

* Entrevista publicada na Alpha Magazine, Edição 121 http://www.alphamagazine.com.br

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BÁRBARA BORGES

Barbaridade!

De bem com a vida,  a atriz brilha na Record, faz planos para o cinema e dá uma aula de disciplina para quem quer manter o corpão em dia

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Ela já foi paquita e como toda moça bonita e promissora do casting da Globo, participou de Malhação. Também já atuou na TV, no teatro e no cinema ao Barbara Borges 2lado de grandes nomes como Susana Vieira e Renata Sorrah. Mas foi na pele da lésbica Jennifer , em Senhora do Destino, que marcou história e ganhou reconhecimento nacional. Agora, aos 30,  está ainda mais bela e segura de si que nunca, e passa a  investir na comédia, interpretando a divertida Elvira, uma manicure supervaidosa e barraqueira em Bela, A Feia, adaptação da Record do sucesso internacional Ugly Betty.

Franca e sem falsa modéstia,  em um bate-papo exclusivo, a atriz nos conta como está sendo essa experiência, as transformações que viveu para o papel e como mantém a beleza em dia.

Em relação à preparação da Elvira, você fez algum laboratório?

Fiz laboratório com os cabeleireiros da Record para aprender a fazer escova, penteados e unha. Foi muito importante para poder me aproximar do universo dela. Esse é um dos grandes baratos na arte de atuar, pois acabamos descobrindo novas habilidades que levamos para nossa vida.

E depois disso você ficou craque em unhas, pintar cabelo, etc?

Digamos que eu ainda estou aprendendo… (risos)

A Elvira faz o tipo gostosona. Precisou mudar algo no visual, passou a malhar pesado por conta disso?

Sempre malhei, mas estou em um ritmo acelerado há quatro meses, de segunda a sexta, com o personal Douglas Mariano. O treino tem sido bem forte, pois minha personagem usa roupas muito curtas e explora bastante o corpo. Com o Douglas adquiri o gosto pela musculação. A aula é intensa, mas dinâmica e prazerosa. E o melhor é ver o resultado.

Além da malhação, quais seus segredos para esse corpão?

Meu personal passou também uma dieta especial para acompanhar esse treinamento com Whey Protein Designer, pão integral com blanquet de peru, arroz e macarrão integral, frango ou peixe e folhas e verduras. Cortei as frituras e o açúcar. Mas como não sou de ferro, uma vez na semana posso comer doces. Estou  me alimentando a cada três horas, pois o treino é puxado e requer energia.

Na novela original (Betty, A Feia), a protagonista não tinha uma irmã. Você sentiu-se privilegiada com essa novidade na adaptação?

Pois é. A Elvira tem o mesmo perfil que a Hilda de Ugly Betty. A expectativa em relação a ela é que irei me divertir muiiiito. Estou adorando!

Posar pela segunda vez para a playboy por conta das reclamações que “só saíam BBs e mulheres frutas” e ser escolhida para “salvadora da pátria” para elevar o nível da revista te envaidece?

Fiquei muito feliz em marcar,  digamos assim, a história da Playboy.

Pegando carona na novela, que tem como tema central uma mulher que sofre preconceito por ser feia… Você teve algum trauma ou encanação com a sua aparência em algum momento da sua vida? Que conselho daria às meninas que sofrem com isso?

Gosto de mudar de visual a cada nova personagem. A mudança para a Jenifer, na novela “Senhora do Destino” foi a mais radical, e na época, curti muito ter o cabelo curto pela primeira vez. Cada mudança tem a ver com aquele momento que eu vivi, tem sua história e é especial. Nunca tive complexos. E o que eu posso dizer, não seria nem um conselho e sim uma realidade: não existe mulher feia. Existe mulher maltratada. Acho que essa beleza tem que vir de dentro para fora. É olhar no espelho, querer mudar e ser feliz!

Quais são suas expectativas sobre Bela, A Feia? Tem mais planos para 2009 em outras áreas?

Eu estou amando fazer a Elvira! Ela me diverte todos os dias. Tenho certeza que a novela será um sucesso.  Sobre os planos, ainda este ano estreio o filme “Casamento Brasileiro”,  de Fauzi Mansur, que é uma comédia romântica no qual interpreto Camila, uma jovem médica.

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NOME COMPLETO: Bárbara Borges da Cunha

LOCAL DE NASCIMENTO: Rio de Janeiro, RJ

UM PRATO: bacalhau.

ITEM INDISPENSÁVEL NA NÉCESSAIRE: Powder Bronzing(Refined Golden) da M.A.C

MAIOR ALEGRIA:  meu trabalho.

UMA TRISTEZA: a saudade que tenho de pessoas queridas que já se foram…

UM LUGAR NO MUNDO: Amsterdam.

UMA MÚSICA: One, do U2.

UM FILME: O Diabo veste Prada.

UMA QUALIDADE: bom humor!

UM DEFEITO: ás vezes tenho uma preguiça…(risos)

SONHO REALIZADO: Entre os muitos sonhos realizados, destaco uma viagem maravilhosa de um mês pela Europa.

SONHO A REALIZAR: ter filhos.

ATOR: Sean Penn

ATRIZ: Meryl Streep

UM LIVRO: O Caçador de Pipas

UM LUXO: ser solidário.

UM LIXO: ser egoísta.

SUCESSO É: atingir o SEU objetivo, a SUA meta!

* Entrevista publicada na Alpha Magazine, ed. 120 / setembro 2009.

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Danilo Gentili

Sempre alerta

Munido de sarcasmo e rápido no gatilho, Danilo Gentili prova que há vida inteligente na nova safra de humoristas brasileiros

Band / Divulgação

Band / Divulgação

Dono do microfone mais temido da TV brasileira e atual persona non grata no meio político, o CQC vem sendo assunto. Aos poucos, arrasta uma legião de fãs na internet, garante público no espetáculo Clube da Comédia Stand-Up, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, e tornou-se uma espécie de curinga no IBOPE da TV Bandeirantes.

Como uma das principais atrações do programa “Custe o Que Custar”,  leva ao pé da letra sua missão como repórter “ex” inexperiente: sofre agressões, recebe respostas ríspidas  e tolera os mais fulminantes olhares. Mas, dedicado, garante suas matérias – sempre recheadas das tradicionais piadas ácidas, fórmula que tem lhe rendido fama na mesma proporção de desafetos.

Publicitário por formação e humorista por vocação, é também cartunista, aficionado pelos anos 80, webaholic  inveterado e quer mais é continuar “pousando na sopa” alheia.  Em entrevista exclusiva, abre o jogo sobre suas metas profissionais, faz uma reflexão sobre o brasileiro e quase leva a entrevista a sério.

BAND_CQCO formato de Stand-Up Comedy não era algo tão popular no Brasil. De onde veio a inspiração?

Tento não me inspirar em ninguém, assim consigo ser mais autêntico. Porém, admiro humoristas americanos q cresci assistindo, como Eddie Murphy, Bill Cosby, Seinfeld…

Você é publicitário por formação. Como surgiu a vontade de trabalhar com humor?

Eu sou publicitário por má-formação, pois me formei na UNIABC. A vontade de trabalhar com humor surgiu quando eu fiquei sabendo que, além de quatro anos pagando, ia precisar dar mais uma grana pra faculdade se quisesse ter meu diploma. Pensei: Eu sou um palhaço! É isso que farei daqui pra frente.
Em se tratando de Brasil, qual área que rende mais piadas?

A população é a grande matéria-prima do humor brasileiro. São eles que fazem a merda de eleger os idiotas que vemos por aí e dão audiência para programas péssimos, que afundam a cultura popular. Se não fossem os brasileiros, eu não teria tanta ideia pra piada.
Aliás, o CQC inovou ao fazer um programa pelo qual o brasileiro acabe se interessando, ou pelo menos, saiba por cima o que rola na política. Como você vê isso tudo? Está valendo a pena apanhar tanto?

Eu me divirto em cada entrevista, e só isso já faz valer a pena.

Qual seu momento mais engraçado ou constrangedor no programa?

São muitos. Não consigo dizer qual o mais engraçado, mas posso afirmar que tudo vai piorar.
Você tem milhares de seguidores no twitter, várias comunidades no Orkut… Costuma ver o que escrevem nas comunidades, se comunica com as pessoas, costuma ler as críticas e os elogios?

É impossível responder para tantas pessoas, mas eu acompanho o q eles escrevem e acredite: a opinião desse público é o que mais conta no meu trabalho.
Qual a entrevista que mais curtiu fazer?

Cada uma tem um momento especial. Mas posso dizer que o melhor é quando eu me divirto com o produtor do programa, bolando as ideias do que pretendemos fazer.
Seu contrato com a Band vence em 2009. Tem algum plano profissional, fora o CQC e a Clube da Comédia?

Meu plano é valorizar o meio que me der a chance de ser o mais autoral possível. É ali que focarei minhas energias.
O Brasil é considerado um país sem memória. Na comédia, tem algum humorista que, na sua opinião, tenha sido injustiçado ou não foi valorizado como deveria?

Sim… Mas eu não me lembro! (risos).

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RÁPIDAS

Nome completo: Danilo Gentili Junior, mas odeio Junior

Local de nascimento: maternidade

Signo: como eu sou de Libra, não acredito em astrologia

Prato e/ou restaurante:  prefiro restaurante do que prato. Cabe mais comida num restaurante do que num prato.

Não vivo sem: ar

Maior alegria: Carnaval! É legal ver um povo sem nada rindo não sei do que enquanto todos riem da cara deles por eles comemorarem algo sem motivo

Uma saudade: do Simca Chambord

Um lugar no mundo: Deserto do Saara

Uma música: Parabéns pra Você

Um filme: Alexandre Frota e o Pônei

Um defeito: não ter qualidades

Uma qualidade: ser idiota. Essa é a maior qualidade pras pessoas ao meu redor, assim elas se aproveitam fácil de mim

Objetivo realizado: Ter finalmente dado um lar pra minha mãe. E vou te dizer que o asilo é de primeira, hein!

Objetivo a realizar: Terminar Super Mario 3 sem perder nenhuma vida

Uma frase: “Aquele que tenta criar uma frase de efeito pode ter ela escrita numa revista um dia” Inventei agora! (risos)

*Matéria para ed. 119 Alpha Magazine – agosto 2009

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