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Uma mulher dinâmica

Considerada uma das mais belas e competentes apresentadoras do telejornalismo brasileiro, Renata Maranhão fala sobre sua vida profissional e da paixão pelo mergulho


Era uma manhã ensolarada quando ela chega à movimentada Alameda Araguaia, em Alphaville. Acompanhada de seu assessor, Renata vem sorridente e falante, escondendo com o Ray-Ban os olhos um pouco cansados pela apresentação anterior do programa Leitura Dinâmica, exibido diariamente pela Rede TV!.
Sim, a apresentadora do telejornal mais moderno da TV brasileira é ligada em 220v, e leva a rotina puxada de apresentadora, jornalista e professora de locução com bom humor.
A sua experiência como modelo e o fato de curtir moda fazem com que fique à vontade para escolher os figurinos…  Experimenta os looks da produção um a um (e se apaixona por vários),  conversa com todos os membros da equipe de beleza do pomposo salão Jacques Janine – e eles retribuem a simpatia a deixando ainda ainda mais deslumbrante –  e a entrevista começa. Na pauta, os obstáculos e alegrias da profissão, a odisséia de conciliar a vida de dona de casa (sorry, ela é casada – e com um jornalista) e a recente viagem para a África do Sul, um sonho antigo.

O Leitura Dinâmica trouxe um novo conceito de jornalismo. A que fatores você atribui a grande receptividade?
Acredito que o sucesso do jornal é creditado à forma de dar a notícia de maneira rápida e resumida, porém, completa. A variedade de assuntos e uma certa coloquialidade também contribuem, por conta do horário. Ninguém quer assistir a um jornal pesado e maçante tarde da noite.


Já foi cogitada a ideia de mudá-lo de horário ou está enquadrado no perfil do telespectador?
Pois é, criaram o Leitura Dinâmica 1ª Edição, que passa às 8h30 da manhã.

Antes do LD, você apresentou com o Vannucci o TV Esporte Notícia. Como é sua relação com os esportes? Pratica algum? Torce para que time?
No TV Esporte Notícia, Fernando Vannucci apresentava as notícias do esporte e eu, o Hard News. Muita gente, no entanto, achava que era um jornal apenas de esporte, por conta do nome. Sou corintiana de nascença e gosto de mergulhar, esquiar e jogar squash (apesar de precisar praticá-los com mais frequência).

Antes de se tornar jornalista, você estrelou muitas campanhas publicitárias e trabalhou em diversos países como modelo. Já pretendia ser jornalista ou a vontade veio posteriormente?
Já pretendia ser jornalista. Quem me acompanhou nesta época sabe que faço justamente o que planejei fazer, e ficam felizes por mim.

Você sofreu algum tipo de preconceito pelo fato de ser uma mulher bonita e ter sido modelo?
Chamo de preconceito invertido, pois não é por conta da cor ou raça. Mas isso já faz parte de um passado distante.

Pergunta de praxe: qual foi a notícia mais difícil de transmitir? E a que mais gostou?
Quando o avião da TAM caiu perto do aeroporto de Congonhas, em 2007, dávamos a notícia ao mesmo tempo em que se apurava os fatos. Teve uma entrada de um correspondente ao vivo, que é atípico no programa, e enquanto ele buscava informações com alguém, ele mesmo interrompeu a entrevista dizendo que havia chegado um veículo carregando cem caixões. Sobre “a que mais gostei”, houve muitas, mas poderia citar o Rio sediar as Olímpiadas.

Além de apresentar o LD, você colabora com revistas e ainda leciona. Como faz pra conciliar tudo e onde mais gosta de atuar?
Pois é, procuro me diversificar, adoro tudo o que faço, mas onde gosto de estar mesmo é no estúdio. Porém, acho que não me sentiria completa se não escrevesse também. Dizem que antes de morrer temos que ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, certo? Pois tudo isso está nos meus planos.

Algum apresentador de telejornal te inspirou? Qual seu âncora preferido?

Na época em que ainda estudava, me espelhava na Ana Paula Padrão. Gosto da maneira natural como dá as notícias na bancada e admiro suas reportagens. Nos textos, adoro a Danuza Leão.

Já recebeu propostas de outras emissoras? Tem vontade de apresentar programa diferente, como variedades?
É delicado falar desse assunto. Sobre programa diferente, adoraria poder agregar. Amo o Leitura Dinâmica e por que não, somar? Quem sabe apresentar mais um programa, de variedades, sem futilidades? Seria o máximo!

RÁPIDAS

NOME COMPLETO: Renata Maranhão

INDISPENSÁVEL NO NÉCESSAIRE: protetor labial que trouxe da África do Sul da marca CapeUnion. No Brasil, Epidrat ou L’Occitane. Todos com fator de proteção solar.

INDISPENSÁVEL NA VIDA: coerência e caráter

MOMENTO PRA RECORDAR: presenciei um momento histórico:  Hong Kong estava sob o domínio da Inglaterra desde 1842 . Em 1997 eu estava lá quando Inglaterra devolveu Hong Kong à China, ou à República Popular da China. Um momento de festividade e dúvidas para o país.

UMA MÚSICA: Cheek to Cheek – Fred Astaire

UM FILME: Diário de Uma Paixão

SONHO REALIZADO: um safári na África.

A REALIZAR: ter um filho

UM LUXO: amigos pra toda vida

UM LIXO: falsidade

NA CABECEIRA: máscara para dormir (tapar os olhos) de pelúcia ou almofadado com seda

PENSAMENTO DE VIDA: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido”

* Entrevista publicada na revista Alpha Magazine, ed 128. A reportagem da viagem à África do Sul foi publicado em uma matéria escrita pela apresentadora na mesma edição.

Fotos: Guilber Hidaka


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